Wear.Self: Moda com Propósito e Identidade

O Wear.Self teve sua primeira edição realizada pelo ParkShopping Barigui. O evento teve como objetivo inspirar pessoas a se expressarem através da moda. Com isso, pautas como moda com proposito, moda como expressão, identidade, sustentabilidade foram discutidas e abordadas em seu layer 1. Contando com participação de Arlindo Grund, Andre Carvalhal, e outros nomes do cenário da moda.

Moda com propósito

André Carvalhal, escritor e diretor co-criativo da AHLMA, trouxe uma reflexão muito profunda sobre os corpos que consomem moda. No layer 1 do evento, Carvalhal propôs uma conversa pautada em trazer personalidade aos consumidores de moda, e incluir ao mundo fashion a discussão sobre sustentabilidade.

A reflexão que Carvalhal aponta, abordada em seu livro “Moda Com Propósito”, é como os consumidores de moda são dotados de identidades. Sendo assim, as roupas são uma das ferramentas, se não a maior delas, que utilizamos para expressar tais identidades e individualidades.

Deste modo, ao montar um closet ao longo do tempo se constrói uma identidade que reflete a evolução e amadurecimento do indivíduo. Ou seja, a compra de itens de vestuário se torna necessária, pois o closet se configura como parte da identidade.

Consumir não é “anti-sustentável”?

Hoje o mercado de moda expandiu e avançou muito, oferecendo diversas opções de lojas físicas e online. Porém, o problema está no consumo de itens de origem duvidosa. “Fast Fashions” são um exemplo disso. Atualmente, elas movimentam a indústria da moda. Portanto, uma produção em larga escala que resulta em trabalho análogo a escravidão, baixo custo de produção, desperdício de tecido e produção de lixo excessiva ainda é uma realidade na industria da moda. Entretanto, esse cenário está se configurado juntamente com o comportamento do consumidor, que tem se preocupado mais com essas questões.

Com esse cenário destrutivo da industria e do comportamento dos consumidores, que se altera constantemente, alternativas sustentáveis começaram a surgir. Consumo consciente, brechós, “slow fashion”, reaproveitamento de restos de tecidos das industrias têxteis, entre outras soluções apareceram nas pautas do consumidor e das marcas.

Quando questionado sobre o maior desafio da marca AHLMA, Carvalhal coloca a produção de forma totalmente sustentável como um desafio. Para ele, equalizar consumo com sustentabilidade e produzir o menor impacto ambiental possível é imprescindível, e deveria ganhar mais atenção no mercado da moda.

Ainda defendendo esse novo momento da moda, como em seu livro Viva o Fim, Carvalhal finda sua fala frisando que uma proposta mais sustentável, mais livre e mais próxima de seu publico é o que podemos esperar do futuro do cenário da moda.

Escrito por Cadu

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